Os candidatos a presidência da Câmara Municipal de Açailândia e as articulações...

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Vereadores Anselmo, Ceará e Marquinhos, protagonistas do filme: Caça aos Votos

O vereador Anselmo, atual presidente da Câmara Municipal, está no páreo para conseguir mais uma gestão do Legislativo. Concorrendo com ele está o novato vereador Ceará e o experiente vereador Marquinhos, que chega agora ao seu quarto mandato. São estes os três nomes que disputam a presidência da Câmara e se articulam para conseguir os votos dos demais pares.

Nos bastidores, é certo que o vereador Anselmo já conta com o apoio de vários colegas que conseguiram se reeleger e também de novatos, já o vereador Ceará teria formado um grupo composto por vereadores eleitos entre os dez novatos que chegam a casa - comenta-se que parte deles estariam em uma fazenda, em retiro, para comparecer na cidade somente no dia 1º de janeiro, data da posse e da eleição. Certo é que o Blog do Maicon Sousa tentou consultar vereadores apontados na suposta lista de Ceará e não conseguiu contato na cidade.

Em meio ao fogo cruzado, o vereador Marquinhos se articula como terceiro candidato. O que passa disto é conversa fiada e vereador tentando valorizar o voto.

Os pontos a favor de cada candidato:

Anselmo - Conseguindo sua condução novamente ao cargo de presidente, Anselmo dará continuidade ao seu estilo de administrar a casa. Quando na gestão da Vereadora Lenilda Costa, o legislativo praticamente entrou em colapso ao entrar em rota de colisão com o executivo, já que parte dos vereadores abriram oposição a ex-prefeita Gleide Santos e a presidência era comandada por uma aliada, eleita na época em que Gleide navegava por águas tranquilas, até que seu barco em alto mar afundou. Coube a Anselmo voltar a harmonia na casa.

Ceará- Ao que parece o vereador conseguiu convencer os colegas novato de que seu nome era o ideal para comandar o grupo e tem conseguindo se manter na disputa com isto.

Marquinhos- Tem experiência pelos corredores da casa, com a conquista do quarto mandato, serão 16 anos no legislativo, dialoga muito bem com seus pares. Além disto, Marquinhos tem prestígio no PCdoB, partido do Governador Flávio Dino e do prefeito Juscelino Oliveira. Marquinhos é presidente municipal da sigla e foi um dos primeiros políticos da região a apostar nos projetos da dupla Flávio Dino/Márcio Jerry.

Não é possível falar da disputa da presidência do Legislativo sem citar o poder Executivo, ambos precisam um do outro. O governo precisa aprovar suas pautas com uma base de aliados sólida - exemplo, Gleide implodiu sua base até enfrentar oposição aberta do próprio grupo. Enquanto que vereador sem prefeito, tende a desenvolver um mandato pífio - leia-se, sem expressão - exemplo, teve vereador que não conseguiu se reeleger porque a base eleitoral acredita que o edil não trabalhou, quando o vereador estava com a maleta lotada de requerimentos para o bairro e, nenhum, foi atendido.

Até agora a disputa da presidência tem seguindo sem interferências, mesmo que se fale em acordos. Mas vejamos a seguinte análise de até onde a eleição de um dos três candidatos seria interessante para o governo:

Anselmo - Já é aliado do prefeito Juscelino Oliveira e foi para a campanha, na recondução ao comando da casa deve conduzir as pautas sem prejudicamentos aos projetos do Governo.

Ceará-  Foi eleito pela coligação "Todos pelo bem de Açailândia", liderada pelo então candidato derrotado Benjamin Oliveira. Ou seja, não tem qualquer relação ou atrelamento ao governo,  uma eventual condução ao comando da casa exigiria cautela para saber como o legislativo seria conduzido. É um cenário imprevisível. 

Marquinhos- Presidente do PCdoB, mesmo partido do prefeito Juscelino Oliveira, esteve desde o inicio em defesa da campanha, deu sua parcela de contribuição no primeiro escalão do governo sendo secretário de saúde do município, obviamente a sintonia entre executivo e legislativo seria valorizada.

O Blog volta ao assunto em outros posts, onde vai abordar quantos votos cada candidato já tem. Fala-se em propostas para candidato A abrir para candidato B e ser apoiado na disputa daqui a dois anos, fala-se em exigência de secretaria, mas estas são outras histórias...

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