Povo não cai em ação demagoga e detona vereador Irmão Jorge nas redes sociais

Pode ter sido apenas uma boa ação motivada pelo aconselhamento de alguém mais próximo, mas em tempos de redes sociais onde o cidadão comum pode opinar sobre o que pensa a respeito de suas autoridades constituídas pelo voto popular, a atitude do vereador Irmão Jorge de "forçar a barra" e tentar se passar por gari, pareceu mais uma ação demagoga visando buscar uma boa imagem nas redes sociais, no momento da mais grave crise de ética politica pela qual passa o País. E, obviamente, o povo não deixou passar despercebido.

É ridícula a atitude de se vestir de gari, do Prefeito de São Paulo, João Doria. Para quem não sabe, na verdade ele se vestiu de gari simbolicamente, antes do prefeito chegar na Praça 14 Bis para lançar um programa no inicio da gestão, acompanhado por sua alcateia de assessores, a Praça já tinha sido totalmente limpa. O momento em que ele encosta na vassoura, é somente para pousar para fotos. Qualquer politico que queira imitar o gesto, não passa, primeiramente de um plagiador de ações, em seguida, de um bobo da corte.

Ora pois, a classe de gari sofre bastante preconceito, isto é fato. São pessoas que as vezes pedem um copo de água e quase sempre são ignorados. São usados como péssimos exemplos, do tipo: se não estudar vai ser gari. Logo, esta classe de trabalhadores só é vista quando cruza os braços e o lixo começa se acumular pela cidade. 

Sendo assim, o vereador Irmão Jorge foi eleito para o cargo de vereador, e com isto, segundo o Jornalista Josinaldo Smille que abordou o assunto, recebe R$ 12 mil por mês. É justo, já que não foi ele que estabeleceu este salário. Um gari, assim como a maioria dos meros mortais, ganham um salário minimo de R$ 900 reais. 

O vereador Irmão Jorge não precisa necessariamente se passar por gari para demonstrar preocupação com essa "gente simples", basta que ele no exercício da sua verdadeira função busque a valorização da classe e melhores condições de trabalho. Nota-se pelas fotos distribuídas, que o gari está munido somente de uma velha luva, mas sem óculos ou qualquer outro equipamento de proteção individual. 

Estes trabalhadores lidam diariamente com matérias orgânicas, em estado de decomposição com microorganismos, durante o exercício do trabalho, podem sentir a necessidade de coçar o olho ou a boca, e lá se vai transferir o material do lixo para o corpo. Era nisto que o nobre vereador deveria ter focado.

O vereador, do alto dos seus R$ 12 mil reais mensais, não precisa pegar no lixo, em um claro desvio de função, para ter empatia pelos árduos garis, basta somente que ele entenda que os que cumprem essa função ganhando muito mais abaixo, tem o mesmo direito à dignidade, restando ao vereador cumprir seu verdadeiro trabalho, que é garantir isto. E não é forçando a barra e tentando se passar por gari que isto acontece, por isto as opiniões contrarias do povo...

Simples assim.
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