Com concorrentes fracos, Governador Flávio Dino segue forte rumo a reeleição


A edição deste domingo do Jornal O Imparcial trouxe entrevistas com duas figuras políticas que podem ser candidatas ao Governo do Estado, disputando as Eleições 2018 com o Governador Flávio Dino. São elas, a ex-governadora Roseana Sarney e o Senador Roberto Rocha.

Durante a entrevista Roseana Sarney declarou "se me provocarem, posso resolver ser candidata ao Governo", mas ressaltou ainda que está bem e cuidando da saúde. Já o Senador Roberto Rocha preferiu por partir para o ataque "se o Maranhão precisar de um Governador para ir além de construir praças, e que entenda que o avanço social só é possível com crescimento econômico, eu não me furtarei a esse papel. Mas quem vai dizer é a conjuntura política", declarou.

Com concorrentes fracos, Flávio Dino segue forte rumo a sua reeleição em 2018. Primeiro que Roseana Sarney só não foi presa até o momento porque a Justiça indeferiu o pedido para tal. A ex-governadora foi denunciada por envolvimento em um esquema de concessão de isenções fiscais pela Secretaria de Estado da Fazenda a várias empresas, o que segundo as investigações causou um prejuízo de R$ 410 milhões aos cofres do Maranhão. Ou seja, se não escapar das acusações, pode chegar em 2018 inelegível.

Além disto, em uma suposta candidatura de Roseana pelo PMDB de Temer, ela sairia fraquíssima, isso porque disputaria fora da máquina ao qual se habituou, e apesar de dizer que tem dialogado com o presidente Michel Temer, esse não possui qualquer popularidade no Nordeste, e pelo o acordo com o PSDB nem deve ser candidato a presidência. Ou seja, Roseana não teria qualquer força nacional de peso em seu palanque.

Mas e Lula com Sarney? Ora, o Governador Flávio Dino se cacifou altamente com Lula quando fez a árdua defesa de Dilma, se colocando contra o Impeachment da ex-presidente. Desta forma, Lula escapando da Lava Jato e sendo candidato PT e PCdoB estarão mais que nunca juntos no Maranhão. Lula jamais subiria ao palanque de Roseana do PMDB, o partido que massacrou o seu legado, e como gosta de chamar o próprio ex-presidente uma sigla de golpistas.

Já contra o Senador Roberto Rocha pesa o rótulo de traidor, apesar de aliados e entusiastas da sua candidatura ao Governo do Estado afirmarem que ele teve sua parcela de contribuição para unir os partidos em torno da candidatura de Dino em 2014, para o povo o Senador personifica a criatura que se rebela contra o criador. 

Isso porque estivesse Roberto Rocha em qualquer outro palanque que não fosse o de Flávio Dino, hoje não estava Senador e após ser beneficiado com a alta popularidade de Dino em 2014, virou as costas. Para não adentrar na questão de que até hoje nunca mostrou a população maranhense para que de fato serve um senador, como prometeu que faria. Simples assim!
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