Reviravolta no caso Thiago Fillipin, carcereiro preso muda depoimento e equipe policial pode ser inocentada

20:08

Duas movimentações importantes ocorreram no processo de investigação do suposto esquema que estaria funcionando na Delegacia do 1º Departamento Policial, incluindo peculato, corrupção passiva e concussão. 

Os acusados da prática dos crimes são o Delegado Thiago Gardon Filippini, a escrivã Silvya Helena Alves, o investigador Glauber Santos da Costa e o carcereiro Mauri Célio da Costa Silva, todos da mesma equipe policial do 1º DP. Também é apontado o envolvimento do advogado Eric Nascimento Carosi.

A primeira movimentação foi o recebimento da denúncia oferecida pelo Ministério Público ao Juiz Ronaldo Maciel Oliveira, Titular da Primeira Vara Criminal de São Luis. O juiz ressaltou em sua decisão que: "A leitura atenta da denúncia, bem como do caderno informativo leva a conclusão de que há prova da existência dos crimes narrados na denúncia, inclusive organização criminosa, e indícios suficientes de autoria por parte dos denunciados, diante do exposto, recebo a denúncia", concluiu o magistrado, que citou interceptações telefônicas. 


A partir desta quarta feira (19) o Juiz concedeu o prazo de dez dias para que os acusados possam apresentar defesa, através dos advogados, inclusive arrolando testemunhas. A decisão foi tomada por volta do meio dia desta quarta. A segunda movimentação no processo, e que tem sido motivo de comemoração por parte da defesa, é o depoimento concedido pelo carcereiro Mauri Célio da Costa Silva. 

Em sua fala aos investigadores do caso, o mesmo voltou atrás e desmentiu todas as acusações que havia feito ao Delegado Thiago Fillipini, relatando ainda que teria sido supostamente induzido a mentir ao longo do processo. Mauri Célio compareceu para prestar depoimento acompanhado de três advogados e ao ser informado dos seus direitos, inclusive o de permanecer em silêncio, iniciou seu depoimento afirmando que não estava sendo pressionado para dar as novas versões dos fatos, nem procurado por parentes ou advogados ou ainda de qualquer pessoa ligada aos demais presos. 

Certo é que o que o carcereiro contou dentro da sala na Cidade Operária deixou os investigadores interessados em levar as investigações a fundo. Advogados consultados pelo Blog apontam que em caso de comprovação dos fatos narrados pelo agora delator, toda a equipe policial pode acabar por ser inocentada.

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