Sai Janot e entra Raquel Dodge...

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Chegou ao fim neste domingo, 17, o mandato do agora ex-procurador Rodrigo Janot a frente da Procuradoria Geral da República. Nesta segunda feira, 18, a nova indicada Raquel Dodge assume o comando. Ela foi indicada pelo presidente Michel Temer, mesmo tendo ficado em segundo lugar na votação da lista, quando perdeu a indicação no voto para o procurador Nicolão Dino, irmão do Governador Flávio Dino, da ala de oposição ao Governo Temer. 

Raquel Dodge assume uma grande responsabilidade, visto que a gestão de Janot abriu na Lava Jato mais de 130 investigações no Supremo Tribunal Federal e envolveu nomes poderosos da política nacional, como Michel Temer, Lula, Dilma, Aécio Neves e mais 93 parlamentares. Raquel tem a frente dores de cabeça com as delações premiadas, duas delas revisadas por Janot, a exemplo da malfadada JBS.


Raquel já assume o cargo com o dilema do oferecimento da segunda denúncia contra o presidente que a escolheu, no que Janot classificou de "Quadrilhão do PMDB", a Procuradora não tem voto válido no julgamento, mas pode usar argumentos para influenciar na decisão do Supremo Tribunal Federal - STF.


O ex- procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidiu não comparecer à posse de sua sucessora Raquel Dodge, marcada para a manhã desta segunda-feira. Ele considerou uma descortesia ter sido convidado apenas por e-mail. Segundo disse a interlocutores, a mensagem era impessoal e assinada pelo Ministério Público Federal. A cerimônia contará com a presença do presidente Michel Temer. Quando Janot assumiu, em 2013, seu antecessor Roberto Gurgel, foi à posse.

Janot e Raquel pertencem a grupos distintos dentro da Procuradoria-Geral da República e rivalizaram em vários temas nos últimos meses. No sábado, a equipe de Raquel comunicou a dois procuradores que eles não devem continuar na força-tarefa que auxilia nos inquéritos da Lava-Jato montada por Janot.

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